quarta-feira, 4 de abril de 2012

Como se dá a escolha amorosa?

Amor... Amar... Pessoa amada. Item de grande demanda... e talvez efetivamente, pouca oferta.
As pessoas procuram seres amados. "O Homem" ... "A Mulher"... E ai se escolhem, ficam juntos e vêem que não era nada daquilo que pensavam... Então o amor é uma droga, as pessoas são falsas... etc e tal!!
Já ouviu um discurso desses? Já passou por isso?
Esse é um grande tema levado pelos pacientes à terapia... A dor do amar... Mas o amor é realmente isso, dolorido? Já parou para analisar o processo de escolha que te levou ao seu parceiro atual?
A questão maior talvez não seja quem é a pessoa... Mas o quê você procura nela...!
Geralmente identifiquei dois tipos de demandas amorosas, processos amorosos que levam a escolha de um parceiro (se é parceiro mesmo o tempo e a análise do processo dirá!). Antes de explicar, vou dar um exemplo... Imagine uma pessoa tímida. Vê alguém confiante, expansivo, que transparece grande segurança de si mesmo no contato social. Uma pessoa destemida. 
Eis que logo, a observadora tímida cai de "amores"... E ai, se o outro corresponder é o "céu"! Tudo o que se queria, pois a "metade" da laranja, a "tampa" da panela finalmente apareceu... E o relacionamento começa... Alguém arrisca o final? Fadado ao insucesso...
Porquê?
Ninguém nasce "metade"... Somos seres dotados de capacidades plenas, somos inteiros. Então, no caso da pessoa tímida, ela "viu" no outro aquilo que lhe faltava... Esse outro então podia até lhe servir de inspiração, de admiração... Mas ela quis o caminho mais "fácil"... Ter o outro, porque se alguém assim, que tem tudo que ela admira está consigo, é porque então realmente esse "eu" tem valor. O que de fato ela buscou é o que faltava nela, tendo a mera ilusão que "tendo" alguém isso passaria a ser seu... Mas não se "tem" alguém... Se "está" com alguém... E o que eu não desenvolvo em mim pelos meus méritos nunca emerge por estar ao lado de alguém assim... E ai vida vai mostrando que procurar um parceiro pelo que lhe falta é não ver de fato a outra pessoa, pois eu me uni pela "diferença". Pela ilusão de que eu terei aquilo que a o outro pertence...
Diferente de buscar alguém pelas semelhanças... Pelo prazer de buscar juntos objetivos comuns, gostos partilhados, afinidades... É a soma, multiplicação... Não subtração como no outro caso... Aliás, ilusão de subtração, pois passado um tempo, um relacionamento baseado no que me "falta" só vai mostrar isso mesmo, o negativo... As diferenças entre os seres vão ficando tão gritantes que o relacionamento se torna insuportável... Talvez e muito provavelmente por nunca ter sido um "relacionar-se"... que demanda empatia, envolver-se...  
Esse é um assunto extenso... que cabe inúmeras discussões, enumerações... Mas fica aqui um pouco do partilhar terapêutico. E, claro, o convite para por meio da jornada da terapia, que tenhas acesso ao seu verdadeiro descobrir...!!

bjs carinhosos, Leila 

Nenhum comentário:

Postar um comentário