quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A arte do Silêncio

Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso.
Algum tempo depois, descobriram que era inocente.
O rapaz foi solto e, após muito sofrimento e humilhação, processou o homem/vizinho.
No tribunal, o homem/vizinho disse ao juiz:
- Comentários não causam tanto mal...
- E o juiz respondeu:
- Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel. Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir sentença!
 O homem/vizinho obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:
- Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!
- Não posso fazer isso, meritíssimo! - respondeu o homem.
O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!
Ao que o juiz respondeu:

- “Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos mais consertar o mal causado.”
 “Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada! Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras.”

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Montanha-Russa Emocional...

Esse texto vem de encontro com muita coisa que acredito num processo terapêutico. Geralmente as pessoas procuram uma terapia porque querem ser iguais aos outros... Mas quando se permitem vão descobrindo gradativamente a beleza de se pertencerem... E que não há coisa mais bela do que ser diferente... pois isso significa ser simplesmente e muitas vezes finalmente você...
Espero que gostem do texto...
Com carinho, Leila.


Sinto que estou sempre numa montanha-russa de emoções. Como sair disso? Já tentei somente observá-las, porém logo que uma se vai, vem à tona algo mais!
Viva cada emoção que você sinta. Isso é você!

Odiosa, feia, sem valor – o que quer que seja, esteja realmente nisso. Primeiro dê uma chance para as emoções de vir totalmente para o consciente. Agora mesmo, pelo seu esforço de observação você está reprimindo-as no inconsciente. Depois você fica envolvido no seu dia – no seu trabalho, e você as força de volta novamente. Essa não é a maneira de livrar-se delas.

Deixe-as vir para fora, viva-as, sofra-as. Isso será difícil e tedioso, mas imensamente recompensador. Uma vez que você as tenha vivido, as tenha sofrido e as aceitado – que você é isso, que você não fez a si mesmo dessa maneira.... Uma vez que elas foram vividas conscientemente, sem nenhuma repressão, você ficará surpreso de que elas estejam desaparecendo por si mesmas. A força delas sobre você está diminuindo; as garras delas no seu pescoço não são mais tão firmes. E enquanto elas estão indo embora haverá um tempo em que você pode começar a observar.

Quando tudo chega até a mente consciente, se dispersa, e quando apenas a sombra está lá, essa é a hora de ficar atento....
Quando o medo chega, o que fazer ?

Porque você pede para fazer alguma coisa? Quando existe medo? Fique com medo! Porque criar uma dualidade? Quando momentos de medo chegarem, fique medroso, trema de medo e permita ao medo tomar conta. Porque esta constante pergunta: Que fazer? Você não pode permitir que a vida se aposse de você de jeito nenhum?

Quando o amor se apossa, que fazer? Seja amoroso! Não faça coisa alguma – permita que o amor se aposse de você. Quando o medo chegar trema como uma folha sob forte vento e isso será bonito. Quando isso passar você se sentirá tão sereno e calmo, como quando uma forte tempestade passa tudo fica calmo e quieto depois. Porque estar sempre combatendo alguma coisa?

O medo chega – é natural, absolutamente natural. Pensar num homem que é sem medo é impossível porque ele estará morto. Então alguém estará buzinando na estrada e um homem sem medo continuará no caminho, ele não se incomodará. Uma cobra estará no caminho e um homem sem medo não se incomodará, ele irá continuar. Um homem sem medo será absolutamente tolo e estúpido.

Medo é parte da sua inteligência; não há nada de errado com isso.

Medo simplesmente mostra que existe morte; e nós seres humanos estamos aqui apenas por poucos momentos. Esse tremor diz que nós não ficaremos aqui permanentemente, não ficaremos aqui eternamente; mais alguns dias e você terá ido.

De fato devido ao medo o homem tem estado em profunda busca da religião; do contrário não haveria nenhum sentido. Nenhum animal é religioso porque nenhum animal está com medo.

Nenhum animal pode ser religioso porque nenhum animal pode ficar cônscio da morte. O homem está cônscio da morte. A todo o momento a morte está lá e lhe cerca de toda parte. A qualquer momento você pode ir; isso lhe dá um tremor. Porque ficar com medo? Trema! Mas novamente o ego diz: “Não, você – medroso? Não, isso não é para você, isso é para os covardes. Você é um homem corajoso”.

Isso não é para os covardes. Permita o medo. Só uma coisa precisa ser compreendida: quando você permite o medo e treme, observe-o, desfrute-o, e nesse observar você irá transcendê-lo. Você verá que o corpo está tremendo, você verá a mente tremendo, mas você chegará a sentir um ponto no seu íntimo, um centro profundo que permanece impassível. A tempestade passa, mas algo no seu âmago é um centro que permanece intacto: o centro do ciclone.

Permita o medo, não lute com ele. Observe o que está acontecendo. Continue observando. Quando o seu olho observador ficar mais penetrante e intenso – o corpo estará tremendo, a mente estará tremendo – no seu âmago estará a consciência, que é simplesmente uma testemunha, que somente observa. Ela permanece intacta, como a flor de lótus na água. Só quando você alcança isso você irá alcançar o destemor... (Osho, Extraído de: Tao: The Three Treasures)

Pois só sabe realmente dimensionar a grandeza da luz aquele que já adentrou em sua própria escuridão...

Leila



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Era digital ou "doental"???!



Estamos na era digital ou na era “doental”???... Em segundos acesso outra pessoa do outro lado do mundo... E nunca estivemos tão sozinhos... 

Não esqueço um texto que li de Arnaldo Jabor, que fala que nunca as pessoas foram “plásticamente” tão bonitas... tão vaidosas... e nunca estiveram tão solitárias como atualmente... 

Cada dia morre-se mais por depressão... E a morte, escolha... pode ser tanto a nível biológico quanto existencial... Não vejo mais pessoas vivendo... Vejo zumbis, robôs, artificialidade... O que é a depressão senão uma doença da alma, do seu ser que deixou de viver... 

E ai, quando “alguém” se atreve a sair desse contexto é banido... Vira o “chato”, “retrógrado”, “esquisito” por falar de valores morais...! ! Porque o “bacana” é aquele ou aquela que “pega” todos... que tem o maior número de amigos virtuais (mesmo que não tenha a mínima idéia de quem sejam e que provavelmente nunca terá!), que curte todas as baladas e toma todas até vomitar!!! Uau, falar do porre que tomou é visto como título honroso!!! Tão divertido né! 

Ler livro, que nada!!! Que chatice!!! O bacana é ligar o celular num funk que mal se entende o “português” porque na verdade já gerou uma própria língua, e ligar bem alto, incomodando a todos... Porque EU quero ouvir a minha música! 

São pessoas morando numa mesma casa mas não tendo a mínima idéia do que é compartilhar um lar... São pessoas que trabalham juntas fazendo questão e levantando bandeira de “certo” de que, por serem profissionais, não podem se relacionar ... fazer amigos num ambiente de trabalho... Aliás, acho isso bem curioso... Acho que alguns seres ditos “humanos” devem ter uma constituição a nível fisiológico diferente de outros... Porque o dito “bom profissional” é o cara que separa o seu "lado pessoal" do "profissional". Então ele deve conseguir tirar algumas pecinhas suas, tipo sentimentos, e colocar numa gaveta, ai no final do dia ele retira para ir embora... E se não lembrar... bem, coitado de quem o esperar em casa né... Ele tem que ser objetivo, está ali para cumprir uma tarefa. Por isso nem faz questão de dar bom dia, ou se der é porque diz a "boa educação da norma social" que devemos "trabalhar em grupo". Ai ele "saca" um bom dia geral... aquele que fala de uma vez só, indo numa linha reta, se dirigindo a todos, sem olhar na verdade pra ninguém... E pronto. O "social" foi feito!!


Ai me pergunto... É isso mesmo ou eu que sou a E.T??? O que as pessoas estão fazendo consigo? O que estão fazendo com os outros? O que estão fazendo??! Pra que você vive? Pra que você nasceu? Qual diferença você faz no mundo? A verdade é que ninguém está interessado nisso... Dá “trabalho” pensar... sentir... falar... amar... melhor fugir né... Melhor mentir... Não me envolver... Porque agir diferente se o outro não age? Porque ser diferente se o outro não é? 

Te digo: Porque eu não sou o outro!!! Porque eu me importo comigo, eu me importo com o outro. Eu não sou uma amiga de “balada” eu sou uma amiga “de vida”. Eu rio, abraço, mas choro e puxo a orelha se precisar. Eu vivo. Eu amo. E não dá para amar pela metade, porque eu sou não metade... eu sou inteira e não dá pra ficar na superficialidade.... 


Hoje li esta citação que vem de encontro a isso: Se você ama alguém, fale. Corações são partidos por palavras que nunca foram ditas. E ai lembrei de pessoas que tanto esperei por palavras... e que nunca vieram... Dói viu... Abrir-se ao outro e simplesmente nem saber o que você foi pra ele... Mas mesmo assim, não deixe de falar o que sente... não deixe de ser você... não deixe de buscar você... Acredito que somos um processo de feitura e a cada segundo vamos nos descobrindo mais... E mesmo que doa nos rasgarmos, é só quando somos o que somos, falamos o que sentimos, e agimos como realmente queremos é que vamos nos apropriando do maior bem do mundo: nós mesmos! E só isso pode vencer uma depressão, pode trazer laços, fazer vida... Então se você ame... fale... Fale ao outro... mas para que isso aconteça, não esqueça de falar para você mesmo!!! 

Com carinho, Leila!!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A atitude é sua! O espelho é seu...!


Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos.
Ele respondeu:
A Política, sem princípios;
o Prazer, sem compromisso;
a Riqueza, sem trabalho;
a Sabedoria, sem caráter;
os negócios, sem moral;
a Ciência, sem humanidade;
a Oração, sem caridade.

A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável,
que as pessoas são tristes, se estou triste,
que todos me querem, se eu os quero,
que todos são ruins, se eu os odeio,
que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
que há faces amargas, se eu sou amargo,
que o mundo esta feliz, se eu estou feliz,
que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
que as pessoas são gratas, se eu sou grato.

A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta.
A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim.
“Quem quer ser amado, ame”!!

domingo, 6 de novembro de 2011

Perguntas e Respostas



Há dois tipos de perguntas. Uma que precisa ser respondida e outra precisa ser vivida. Há perguntas práticas e perguntas existenciais. Perguntas práticas se contextualizam no horizonte da objetividade. Perguntas existenciais não provocam respostas imediatas. Viver é uma forma de respondê-las. É maravilhoso conviver com elas... 
O que torna uma pessoa especial é sua capacidade de viver intensamente por uma causa. São raras nos dias de hoje. Vive-se muito pela metade ultimamente. Pessoas que se empenham na realização de seus sonhos não se conformam com a uniformidade. Assumem o preço de serem diferentes e, geralmente, nadam contra a corrente. Isso requer coragem. 
Coragem de ser, não simplesmente de fazer. Ser é mais difícil do que fazer, afinal, é no ser que o fazer encontra o seu sustento. Faço a partir do que sou. Não, o contrário. 
Tenho encontrado muita gente perdida no muito fazer. Gente que perdeu totalmente o referencial existencial de suas vidas. Gente que se empenhou e investiu na vida só para um dia poder fazer alguma coisa. Estudou, lutou, aprofundou, com o desejo de um dia poder desempenhar uma função. 
É claro que o fazer também realiza, faz feliz, mas não podemos negar que há uma realidade que precede o mundo da prática. 
O significado que sou 
No silêncio do coração, há um lugar que não sabe fazer nada. É lá que nos descobrimos em nosso primeiro significado. É ele também o nosso lado mais sedutor. É ele que faz com que as pessoas se apaixonem por nós. É justamente por isso que ele tem que ser bem descoberto, de maneira que, quando façamos o que quer que seja, tudo o que fizermos tenha as marcas do que somos. É simples. Medicina muita gente faz, mas é no exercício da profissão que cada pessoa se mostra em sua intimidade mais profunda. Aí mora a diferença. Muitos Fazem a mesma faculdade, mas se encontram de maneira diferente com o conhecimento que recebem. Realizo tudo a partir de minha particularidade. Sou único, ainda que imitado por muitos. 
Eis a questão 
Essas coisas me fazem pensar na beleza e na responsabilidade que essa diferença nos traz. Ela nos coloca diante da vida como um acontecimento que merece ser sorvido com toda a intensidade do nosso coração. Agir é um desdobramento do meu ser. Eu sou, antes de fazer qualquer coisa. Há em mim uma realidade que me faz significar, mesmo que um dia eu fique totalmente incapacitado de realizar qualquer ação. Eu sou, mesmo na incapacidade dos movimentos e na impossibilidade dos gestos. 
Nem sempre podemos compreender tudo isso, por mais simples que seja. Vivemos na era da utilidade, onde tudo tem que estar conectado a uma função prática, onde o fazer prevalece sobre o ser. O que você faz na vida? Esta é a pergunta. 
O que você é na vida? Continua sendo a pergunta. Mas a primeira é mais fácil responder. Dizer o que se faz não dá tanto trabalho quanto dizer o que se é. O que se faz é simples de se dizer e as palavras nos ajudam, mas dizer o que se é, não é tão simples assim, e por vezes, as palavras nem sempre nos socorrem. 
Sou muito mais do que posso dizer sobre mim mesmo. Você também. Por isso não gostaria que nossa conversa terminasse com uma pergunta pragmática, dessas que se escutam em todas as esquinas que costumamos frequentar. 
Opto por uma pergunta que não espera por resposta imediata, tão pouco pelo desconcerto da fala. Só lhe peço que honestamente debruce-se sobre ela: Quem é você?
(Padre Fábio de Melo)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A BELEZA E A FEIÚRA

Conta uma antiga parábola:
O mundo foi criado e Deus, todos os dias, enviava novas coisas ao mundo. Um dia ele enviou a Beleza e a Feiúra ao mundo. Do paraíso à terra é uma longa jornada e, no momento que elas chegaram, era de manhãzinha e o sol estava nascendo. Elas desceram perto de um lago e ambas decidiram tomar um banho, porque seus corpos e roupas estavam muito empoeirados.
Sem conhecerem os caminhos do mundo - elas eram tão novas-, despiram-se completamente e pularam na água fria do lago. O sol estava se erguendo e as pessoas começaram a chegar. A Feiúra pregou uma peça: quando a Beleza nadava distante no lago, a Feiúra foi até a margem, vestiu as roupas da Beleza e fugiu. Quando a Beleza se deu conta que as pessoas estavam chegando e de que estava nua, ela olhou à volta... suas roupas se foram! A Feiúra se fora e a Beleza estava em pé, nua ao sol, e a multidão se aproximando. Não encontrando outra maneira, ela colocou as roupas da Feiúra e foi procurá-la, para que as roupas pudessem ser trocadas.
A história diz que ela ainda está procurando... mas a Feiúra é esperta e continua a escapar. A Feiúra ainda está com as roupas da Beleza, mascarada como Beleza, e a Beleza está andando nas roupas da Feiúra...

(fonte: Livro - Amor, liberdade e solitude - Osho)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Desmistificando o NARCISISMO!!

Você já deve ter ouvido a parábola do Narciso. Ele se apaixonou por si mesmo. Olhando uma lagoa silenciosa, ele se apaixonou pelo seu próprio reflexo. Agora, o grande equívoco: quando alguém ama a si mesma, diz-se ser um narcisista! Mas Narciso não amou a si! E ai é onde reside o grande mal da humanidade!! A compreensão... 
Perceba a diferença: a pessoa que se ama não ama seu reflexo, ela simplesmente ama a si mesma. Nenhum espelho é necessário; ela conhece a si mesma a partir de dentro. Você não sabe que você existe? Você precisa de uma prova que você existe? Você precisa de um espelho para provar que você existe? Se não houvesse espelho, você duvidaria da sua existência?
Narciso se apaixonou por seu próprio reflexo, não por si mesmo. Esse não é o verdadeiro amor-próprio. Ele se apaixonou pelo reflexo; o reflexo é o outro. Ele se tornou dois, se tornou dividido. Narciso foi cortado em dois. Ele estava numa espécie de esquizofrenia, ele se tornou dois, o amante e o ser amado. Ele se tornou seu próprio objeto de amor, e isso é o que acontece com muitas pessoas  que pensam estarem amando. O rosto do amado, seus olhos e suas palavras podem estar simplesmente funcionando como um lago em que você está vendo seu próprio reflexo. O que se chama comumente de amor é o narcisismo; o homem se torna a lagoa e reflete a mulher, e a mulher se torna a lagoa e reflete o homem. Já o amor real nada conhece do ego. O amor real começa primeiro como amor-próprio. No amor real não existe divisão. Os que se amam se fundem um no outro. No amor egocêntrico existe grande divisão, a divisão do que ama e aquele que é amado. No amor real não existe relacionamento, mas um compartilhamento. Ele não será um relacionamento objeto/sujeito, mas um fundir-se, um unir-se. Porém, isso requer abandonar sua armadura, e isso é doloroso. Precisa abandonar a guarda e a mente calculista pela qual foi educado. Você precisa mergulhar na incerteza, arriscar. Só que o outro pode machucá-lo; esse é o medo de ficar vulnerável. O outro pode rejeitá-lo; esse é o medo de amar. Mas só conhece a verdadeira beleza de um por do sol quem se pôs a postos na escuridão. Não vou dizer pense nisso... Chega, isso você já ouvi muito!!! Digo: VIVA ISSO! HOJE, AGORA!! NÃO PERCA MAIS NEM UM MINUTO, POIS ELE NÃO VOLTA!!

bjs

... Eu posso falar a respeito desse processo, não posso fazê-lo por você... Quer compartilhar?

Esse texto não cita a palavra psicólogo, mas entendo que consiste toda a essência do seu papel... É um texto para todos que buscam verdadeiramente a simplicidade do saber... E que a escolha de alguém assim na sua vida, que ajuda na sua caminhada, seja feita não pelas "razões técnicas", mas seja feita pela identificação, pelo vínculos de valores... Pois o coração sabe como ninguém o melhor pra si! Escute-o para se escutar... Espero que gostem!!! bjs

...A escuridão não existe. É criação sua. O sol está em todo lugar, a luz está em todo lugar, estamos em pleno meio-dia. Mas você continua apertando os seus olhos, mantendo-os fechados. Daí a escuridão. Agora, ninguém pode forçar os seus olhos a se abrirem.

....Existem algumas coisas que você tem que fazer por si mesmo. Esta é uma das coisas mais fundamentais da vida. Se não fosse assim, mesmo em sua liberdade, você seria um escravo. Se eu tirá-lo da sua escuridão, ou qualquer outra pessoa, aquela luz não será muito luminosa. Você estará aprisionado naquela luz, você não veio de livre e espontânea vontade, você não floresceu espontaneamente.
 

Existe uma bela história sobre um mestre Zen, Joshu: Um dia, Joshu caiu na neve e gritou 'Ajude-me! Ajude-me!' Um discípulo de Joshu aproximou-se e deitou ao seu lado.
Joshu riu, levantou-se e disse ao discípulo: 'Certo! Perfeitamente certo! Isso é o que eu estou fazendo com você também.' Joshu tinha caído na neve e gritado, 'Ajude-me! Ajude-me!' Mas não havia necessidade alguma. Se você caiu, você pode se levantar. A mesma energia que fez você cair, consegue fazer você se levantar.
 
...O discípulo é um discípulo de verdade. Ele entendeu Joshu perfeitamente bem. Ele sabe que ele criou uma situação, ele deitou-se conscientemente. Talvez o discípulo estivesse passando e Joshu caiu - criou uma situação - e gritou, 'Ajude-me! Ajude-me!' E o discípulo veio e deitou-se ao seu lado.
 
Ele não o ajudou, em absoluto. O que ele estava fazendo? Ele não estava tentando ajudá-lo, de modo algum. Ele estava simplesmente sendo compreensivo. Ele estava dizendo, 'O que pode ser feito? Ok, eu sou seu discípulo, eu vou deitar ao seu lado. O que mais eu posso fazer?'

Um mestre é compassivo com você, ele tem compaixão. O que mais ele pode fazer? Um mestre verdadeiro não pode segurar suas mãos, porque isso o manterá sempre dependente. Trazer você para fora à força, é o mesmo que mantê-lo ainda dentro. Na hora em que o mestre soltar suas mãos, você voltará para o seu velho mundo, para a sua velha mente. Aquilo ainda não estava encerrado, ainda estava agarrado dentro de você.
 
Um mestre verdadeiro ajuda sem ajudar. Tente entender: um mestre verdadeiro ajuda sem ajudar. A sua ajuda é muito indireta, ele nunca vem imediatamente ajudá-lo. Ele vem de maneira muito sutil. Ele se aproxima de você como uma brisa muito frágil, não como uma ventania selvagem. Ele se aproxima de você como uma aura, invisível. Ele o ajuda certamente, mas nunca força você. Ele o ajuda apenas até onde você está pronto para ir, nunca um passo a mais. Ele nunca empurra você violentamente, porque qualquer coisa feita violentamente será perdida, mais cedo ou mais tarde.

Aquilo que você não desenvolveu de livre e espontânea vontade, você perderá. Você não pode desfrutar aquilo que não cresceu em seu ser espontaneamente. Você desfruta o seu próprio crescimento. Eu posso até mesmo dar-lhe a verdade, e você irá jogá-la fora, porque você não irá reconhecê-la. Eu posso forçá-lo a acordar, mas você irá cair no sono no momento em que eu me for, e você vai me xingar e ficar com raiva de mim, pois você ainda estava curtindo os seus sonhos. Você estava curtinho sonhos doces e aí chegou um homem e o acordou.

...Relaxe. No momento em que você relaxar, os seus olhos começarão a se abrir, assim como um botão abre e se torna uma flor, assim como um punho que não mais se mantém cerrado começa a se abrir e se torna uma mão aberta.
Eu não estou aqui para forçar isto. Eu estou aqui para esclarecê-lo como isto acontece. Eu posso falar a respeito desse processo, eu não posso fazê-lo para você. Compreendido, ele acontece. Eu não lhe prometo coisa alguma. Eu só lhe prometo uma coisa: o que aconteceu comigo eu farei com que fique óbvio para você. Daí, cabe a você seguir. Buda disse: os budas só indicam o caminho, mas é você que tem que ir, cabe a você seguir o caminho".


OSHO - Zen: the Path of Paradox.

domingo, 30 de outubro de 2011

Você é seu Ego???

Todos nós nascemos sem um ego. Quando uma criança nasce, ela é apenas consciência: flutuando, fluindo, lúcida, inocente, virgem, sem ego. Aos poucos, o ego é criado pelos outros. O ego éefeito acumulado das opiniões dos outros sobre você.
Um vizinho chega e diz "Que criança bonita!", e olha para a criança com um
olhar de apreciação. Então o ego começa a funcionar. Alguém sorri, uma outra
pessoa não sorri. Algumas vezes a mãe é muito carinhosa, outras vezes está muito zangada.

E a criança vai aprendendo que não é aceita como ela é. Seu ser não é aceito de
forma incondicional: há condições a serem satisfeitas. Se ela grita e chora e há visitas na casa, sua mãe se zanga. Se ela grita e chora, mas não há visitas na
casa, sua mãe não se importa.
Se ela não grita, nem chora, sua mãe a recompensa sempre com beijos amorosos e com carinho. Quando há visitas, se a criança sabe ficar quieta, em silêncio, sua mãe fica muito feliz e a recompensa. A criança vai aprendendo as opiniões dos outros sobre si mesma olhando no espelho dos relacionamentos.
Você não pode ver a sua face diretamente. Você tem que olhar em um espelho, e no espelho você pode reconhecer sua face. Esse reflexo se torna sua ideia de sua face, e há milhares de espelhos a seu redor, todos eles refletindo algo. Alguém o ama, alguém o odeia, alguém é indiferente.

E então, aos poucos, a criança cresce e continua acumulando as opiniões de outras pessoas. A essência total dessas opiniões dos outros constitui o ego. A pessoa começa a olhar para si mesma da forma como os outros a veem. Começa a se olhar de fora: isso é o ego.
Se as pessoas gostam dela e a aplaudem, ela pensa ser bela, estar sendo aceita.
Se as pessoas não a aplaudem e não gostam dela, rejeitando-a, ela se sente
condenada. Ela está continuamente procurando formas e meios para ser apreciada, para ser repetidamente assegurada de que possui valor, que possui um mérito, um sentido e um significado. 

Então a pessoa passa a ter medo de ser ela mesma. É preciso encaixar-se na opinião dos outros.

Se você deixar de lado o ego, subitamente se tornará novamente uma criança. Você não estará mais preocupado com o que os outros pensam sobre você, não prestará mais atenção àquilo que os outros dizem de você.
Nesse momento, terá deixado cair o espelho. Ele não tem mais sentido: a face é sua, então por que perguntar ao espelho?


Osho, em "Osho de A a Z: Um Dicionário Espiritual do Aqui e Agora"

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pequenas grandes verdades...

Hoje me lembrei de um dos primeiros livros que li que me marcou muito... Controvérsias a parte do senso comum, gosto muito de Paulo Coelho, e Brida me trouxe ensinamentos grandiosos... Alguns trechos são de tão terna beleza e verdade, que aqui compartilho com vocês:

"Nada na vida é completamente errado. Até um relógio quebrado, duas vezes ao dia está marcando a hora certa." 


"Quanto mais você entender de si mesmo, mais entenderá do mundo." 


"Existem pessoas que acostumam-se com seus próprios erros, e em pouco tempo confundem seus defeitos com virtudes." 


 "As flores refletem bem o verdadeiro. Quem tenta possuir uma flor verá a sua beleza murchando. Mas quem olhar uma flor no campo permanecerá para sempre com ela." 


"Conhecimento sem transformação não é Sabedoria." 


"Quantas coisas perdemos por medo de perder." 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Encerrando ciclos... (porque tudo que chega, chega sempre por alguma razão)


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...Se insistirmos em permanecer nela mais 
do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. 

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. 
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. 
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. 
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. 
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. 
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". 
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão
Fernando Pessoa

terça-feira, 25 de outubro de 2011

RELIGIOSIDADE OU RELIGIÃO?

Trecho do livro" Palavras de Fogo", de Osho, que retrata bem a questão do título:



"As pessoas sempre esperam ficar velhas para pensar em religião; as pessoas continuam dizendo que religião é para gente velha. Vá às igrejas, aos templos, e você verá pessoas velhas - já a beira da morte. Mais um passo e estão no túmulo: o noningentésimo nonagésimo nono dia. Na manhã seguinte, a vida está sufocada. É quando começam a orar, quando começam a meditar, quando começam a pensar sobre o que é a vida, qual o significado da existência. Mas então é tarde demais.
A religião precisa de profunda urgência. Se você adia, nunca será capaz de ser religioso. É algo que tem que de ser feito agora mesmo. Como está, você já está atrasado; como está, você já desperdiçou muito tempo - e o desperdiçou com coisas fúteis, desperdiçou-o com coisas que vão ser tiradas de você.
... Um dia você tem muitas posses, mas você não existe mais. As coisas estão lá; o proprietário está morto. Grande pilhas de coisas... mas aquele que queria viver através delas não existe mais.
As pessoas ficam se preparando para a vida e morrem antes de a preparação estar completa. As pessoas se preparam e nunca vivem. Ser religioso é viver a vida, não se preparar para ela. Possuir coisas é simplesmente preparar-se para viver, nenhum arranjo é necessário: tudo está pronto. Tudo já está absolutamente pronto; você só precisa participar"

domingo, 23 de outubro de 2011

Receita de FELICIDADE... Como Assim????!!!





Cada vez mais nos deparamos com "passos a seguir" para ser feliz... São artigos, livros de auto-ajuda (mulherada que o diga, títulos como:  "Mulheres poderosas conseguem os melhores"), palestras motivacionais... Profissionais "dizendo" o que o outro deve fazer para se "curar"... Como se alguém fosse igual a alguém para dar a receita de felicidade da vida alheia...
Pode parecer um paradoxo... Afinal sou psicóloga, trabalho com a dor, com problemas alheios (e amo o que faço) e venho dizer isso... E quando penso nisso, repito: NINGUÉM TEM A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS ALHEIOS... muito menos um psicólogo... Me entristece profissionais, e muitas vezes renomados, "engessando" seus pacientes em análises e ou referenciais de doença, "enquadrando-o" em um cid para justificar o preço de seu trabalho... E ai, pergunto: O que se faz com isso?
Fazer psicoterapia é uma jornada belíssima de descoberta de si mesmo... Árdua, muitas vezes, mas quando você começa a perceber-se, muitas vezes pela primeira vez de fato, e ai entende o porque nunca conseguiu a satisfação que buscava no externo, porque ela estava dentro de si mesmo, simplesmente não consigo dimensionar a grandeza de tal fato... Pensei inicialmente em colocar que a psicoterapia é a jornada de retorno a si mesmo... Mas hoje vejo que não... Infelizmente, por tantos "nãos" que fomos recebendo simplesmente pela ignorância ou medo alheio, isentos de conteúdo, fomos ficando reprimidos, desacreditados e ai por meio disso cada um acabou por vestir a máscara que pode: a de pretenso "posso tudo" e estou "sempre bem" para os outros, mas por dentro só eu sei... ou a que sou vítima da vida, um desgraçado, injustiçado que merece a piedade de todos... Isso, claro, dentro desses tipos várias combinações e ramificações... mas citando, dois, a grosso modo, que mais de destacam... Por isso, não dá pra dizer que é um retorno a si mesmo, se esse "si mesmo" nunca teve espaço para ser descoberto... nunca teve um espaço de fato para ser aceito, sem julgamentos... simplesmente aceito para se entender, esse complicado, complexo, mas fascinante ser humano...
E ai eu vejo a grandeza do psicólogo, de tão bela profissão e da dádiva de poder participar de um processo disso... Mas é ai a questão: participamos, somos companheiros nessa jornada... É um dar as mãos... E não um pretenso poder do psicólogo, como se estivesse "acima" de seu paciente... (ou cliente, como prefiram...).
Quando o psicólogo de despir de seus próprios valores para estar com o outro e esse outro se dispor a entender também que é o responsável pela sua própria felicidade, e que são coisas diferentes buscar no outro e compartilhar com o outro (eu busco=não sou inteiro x compartilho = somo algo, sou inteiro), acho que teremos duas partes que nunca mais serão iguais... 
Pessoas, percam o preconceito de fazer psicoterapia... Quem já fez com um VERDADEIRO profissional sabe o quanto é bom... E profissionais, como diz JUNG: "Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana"
Palavras, comentários e ou desabafo dessa amiga e profissional Leila que vos fala, espero que possa ajudar de alguma forma...


bjs

QUAL É A SUA VERDADEIRA VESTIMENTA??





Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com o 
enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de 
forma ríspida, pergunta: 
- Vocês sabem onde está o médico do hospital? 
Com tranquilidade o médico respondeu: 
- Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil? 
Ríspida, retorquiu: 
- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico? 
Mantendo-se calmo, contestou: 
- Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la ?!?! 
- Como?!?! O senhor?!?! Com essa roupa?!?!... 
- Ah, Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico 

e não uma vestimenta.... 
- Oh! Desculpe doutor! Boa tarde! É que... Vestido assim, o senhor nem parece um 
médico... 
- Veja bem as coisas como são...- disse o médico -... as vestes parecem não dizer 
muitas coisas, pois quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que 
a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um simpatiquíssimo 
"boa tarde!"; como se vê, as roupas nem sempre dizem muito... 

Moral da História: 
UM DOS MAIS BELOS TRAJES DA ALMA É A EDUCAÇÃO. 
BASTAM ÀS VEZES APENAS 5 MINUTOS DE CONVERSA PARA QUE O OURO DA 

VESTIMENTA SE TRANSFORME EM BARRO.

Beijos para o amor e a saúde





O contato dos lábios não é só uma das formas mais íntimas e prazerosas de manifestar o amor e alimentar a paixão. Beijar também permite descobrir se duas pessoas têm uma boa "química" como casal e ajuda a melhorar a circulação e até a dentição. Poucas pessoas conseguirão a esse agradável remédio natural.


A doutora Helen Fisher, professora da Universidade de Rutgers de Nova Jersey (EUA), afirma que "um beijo é um mecanismo de avaliação do companheiro", e que, durante o ato de beijar, ocorre uma série de reações químicas e, em alguns casos, um beijo ruim pode ser o "começo do fim" de um novo romance.

A antropóloga, autora de livros sobre sexualidade, amor e diferenças de gênero no cérebro, disse que beijar representa pouco mais de 90% das atividades sociais dos seres humanos e também é um instinto natural para estimular os mecanismos da reprodução. "Quando beijamos, vemos, cheiramos, sentimos o outro. A saliva do outro contém quantidades de hormônios que são um indicador de sua personalidade. Ao beijar, o cérebro fica ativo. Cinco nervos levam mensagens do que estão sentindo. É realmente uma ferramenta de avaliação muito poderosa", disse Helen Fisher.

A pesquisadora dirigiu uma série de estudos baseados em imagens do cérebro e afirma que, quando uma pessoa beija outra, tem acesso a três sistemas cerebrais primários utilizados para a união e a reprodução: a conduta sexual, o amor romântico ou apaixonado e, em terceiro lugar, o afeto. Segundo Fisher, o beijo ativa diferentes reações químicas que estimulam os três sistemas. Quando beijamos impulsionados pelo amor romântico, uma parte do cérebro enlouquece e se comporta "como se estivesse sob os efeitos da cocaína". "O amor romântico é um impulso poderoso que vem do motor da mente, da área responsável pelas dependências", afirma a antropóloga.
Por outro lado, "há evidências de que a saliva contém testosterona e que os homens gostam de beijos com mais saliva e com a boca mais aberta, o que me sugere que tentam transferir testosterona para incentivar o apetite sexual nas mulheres", disse a pesquisadora.

Fisher acredita que "as reações químicas cerebrais causadas pelos beijos estão presentes na 'paquera', mesmo que não sejamos conscientes delas".

Começo ou fim de romance

Para mostrar isso, a antropóloga firma que "há pessoas que se desencantaram com o pretendente apenas três minutos após tê-lo beijado", e sustenta que há diferentes estilos de atrações amorosas que dependem da composição do coquetel de substâncias cerebrais (neurotransmissores) e hormonais de cada pessoa.

A pesquisadora investigou quem se sente atraído por quem com 28 mil pessoas. Fisher comprovou que aqueles nos quais predomina a dopamina, criativos e dispostos a correr riscos, procuram pessoas com características semelhantes, assim como os que têm mais serotonina, mais tradicionais, apaixonam-se por pessoas análogas.

Por outro lado, os que evidenciam níveis elevados de testosterona - analíticos, lógicos e aptos à engenharia - se juntam a pessoas com mais estrogênio, nas quais predominam qualidades como imaginação, compaixão e intuição.

Segundo outro estudo publicado no jornal russo "Pravda", beijar na boca beneficia a pressão sanguínea, o sistema cardiovascular e os níveis de colesterol, além de prevenir cáries tão bem, ou melhor, que o creme dental, além de outros males relacionados à dentição.

De acordo com a pesquisa, as tensões faciais que ocorrem durante o beijo melhoram a circulação e o estado da pele do rosto. Além disso, o beijo pode servir para aliviar a dor, já que, quanto mais apaixonado, maior a liberação de endorfinas, uma substância hormonal que tem propriedades analgésicas semelhantes às da morfina.
-- O beijo é um mecanismo de avaliação do companheiro. Durante o ato de beijar, ocorre uma série de reações químicas e, em alguns casos, um beijo ruim poderia ser o "começo do fim" de um novo romance.
-- Quando beijamos, vemos, cheiramos, sentimos o outro. A saliva do outro contém quantidades de hormônios que são um indicador de sua personalidade. Ao beijar, o cérebro fica ativo.
-- Beijar na boca pode beneficiar a pressão sanguínea, o sistema cardiovascular e os níveis de colesterol, além de prevenir cáries e outros males relacionados à dentição.

"Por um olhar, um mundo. Por um sorriso, um céu. Por um beijo... eu não sei o que lhe daria por um beijo", diz uma das mais belas estrofes do poeta espanhol Gustavo Adolfo Bécquer. As pesquisas científicas ainda não têm resposta para a romântica reflexão do poeta espanhol. No entanto, revelaram algumas surpreendentes utilidades dessa ardente forma de expressar o amor ou o desejo, que não é só uma aliada do afeto, mas também da saúde.

(Por Rocío Gaia/ Agência EFE)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O ALIMENTO DO AMOR




Como a vida é… Eu a divido em três partes: desjejum, almoço, jantar. A infância é o café da manhã. E como acontece se não lhe deram hoje seu café da manhã, você irá se sentir muito faminto, fora de toda proporção, na hora do almoço. E se você perdeu o almoço também, então é claro, no jantar você estará quase louco. Amor é alimento – é por isso que divido a vida em três: desjejum, almoço, jantar.

Amor é alimento: alimento para a alma. Quando a criança suga no peito da mãe pela primeira vez, ela está sugando duas coisas, não somente leite. O leite está indo para seu corpo e o amor está indo para sua alma. Amor é invisível, assim como a alma é invisível; o leite é visível assim como o corpo é visível. Se você tiver olhos para ver, você pode ver duas coisas juntas gotejando do peito da mãe no ser da criança. O leite é somente a parte visível do amor; amor é a parte invisível do leite – o calor, o amor, a compaixão, a bênção.

Se a criança perdeu o café da manhã dela, então quando ela for jovem será muito carente de amor... e isso cria problema. Então ela será muito impaciente por amor... isso cria problema. Então ela estará com muita pressa de amar... isso cria problema porque o amor cresce muito lentamente, precisa de paciência. E quanto mais pressa você tiver, maior é a possibilidade de que você irá perder.

Você já observou isso em si mesmo e nos outros? As pessoas que são muito carentes de amor sempre sofrem, porque sempre sentem que ninguém vai preenchê-las. De fato, ninguém vai ser a mãe delas novamente. No relacionamento mãe-filho, nada era esperado pela criança. O que a criança pode fazer? Ela está desamparada. Ela não pode dar nada de volta. No máximo ela pode sorrir, isso é tudo, ou seguir com os olhos onde a mãe está indo, isso é tudo. Lindos gestos, pequenos, mas ela não pode fazer nada mais. A mãe precisa dar, a criança precisa receber.

Se na hora do desjejum você tiver perdido isso, então você estará procurando por uma mulher que possa ser sua mãe. Agora, uma mulher está procurando por um amante, não por um filho; problemas estão destinados a acontecer. A menos que por acaso, por acidente, você encontre alguma mulher que esteja procurando por um filho. Assim as coisas irão se estabelecer, então dois males combinarão juntos.

Isso sempre acontece: um pessimista sempre encontra um otimista para ajustar-se; um sadista sempre encontra um masoquista para ajustar-se; uma pessoa dominante sempre encontra alguém que necessita ser dominado, assim eles se ajustam. Você não pode encontrar dois masoquistas vivendo juntos, nunca. Eu já observei milhares de casais: até agora não fui capaz de encontrar um só casal no qual os parceiros sejam sádicos ou masoquistas. É impossível viverem juntos; eles precisam ajustar-se. Só os opostos se ajustam, e as pessoas sempre se apaixonam pelo oposto.

Se você puder achar uma mulher que esteja à procura de um filho… isso também é feio, isso também é doentio, porque uma mulher deve estar naturalmente buscando um amante, não um filho. E esse é o problema, e o problema fica mais complicado: mesmo que ela esteja procurando por um filho, ela está inconsciente disso; e mesmo se você estiver procurando uma mãe, você está inconsciente disso. De fato, se uma mulher tentar ser sua mãe, você ficará magoado. Você dirá, “Que você está fazendo? Sou uma criança?” E você está procurando por uma mãe, Milhares, milhões de pessoas estão buscando uma mãe.

Eis porque o homem parece tão interessado nos seios da mulher; do contrário, não há necessidade de estar tão interessado nos seios da mulher. O interesse simplesmente mostra que na sua infância, na hora de seu desjejum, você perdeu algo. Isso continua, paira na sua mente, lhe assombra. Seios são para a hora do desjejum. Agora porque você prossegue pensando e pintando?

Observe profundamente, porque isso não é sua responsabilidade, isso não tem nada a ver com você. Você não pode mudar sua mãe agora. Aconteceu como aconteceu, mas você pode tornar-se cônscio. Você pode ficar consciente de todas essas coisas dentro. E tornando-se consciente um milagre acontece. Se você ficar consciente dessas coisas, elas começam a desaparecer. Elas só podem apegar-se a você em profunda inconsciência. Uma conscientização profunda começa a ser uma força transformadora.

Então apenas fique consciente! Se você tiver algumas atitudes infantis com relação ao amor, fique consciente, descubra, busque profundamente. E apenas por estar consciente, elas desaparecem. Assim nada mais é necessário. Não que primeiro você precise tornar-se consciente e então você tem que perguntar “Que fazer agora”? Na hora que você se torna consciente elas desaparecem, porque se tornando consciente você está ficando adulto.

Uma criança não é consciente. Uma criança vive em profunda inconsciência. Tornando-se consciente você está ficando adulto, maduro, assim tudo que estava apegado na sua inconsciência irá desaparecer. Assim como você traz luz para um quarto e a escuridão desaparece; traga consciência fundo em seu coração.

Então existem pessoas que perdem também a hora do almoço. Desse modo na velhice deles se tornam o que vocês chamam de “velho sujo”. Então na velhice deles eles pensam continuamente em sexo e nada mais. Eles podem não falar sobre sexo de uma maneira direta – eles podem começar a falar contra o sexo – mas eles irão falar sobre sexo. Ser contra não faz nenhuma diferença.
Vá e escute os assim chamados santos na Índia, e você os encontrará falando continuamente contra o sexo e elogiandobrahmacharya. Essas pessoas que perderam até mesmo o almoço delas. Agora a hora do jantar chegou... e eles estão loucos. Agora eles sabem que a morte está vindo a qualquer momento. E quando a morte está chegando perto, e o tempo está desaparecendo das mãos deles, se ficam neuróticos isso parece natural.

Esses neuróticos têm estórias nas antigas escrituras que quando eles meditam, apsaras - belas mulheres do paraíso – descem. Dançam ao redor deles nuas. Porque elas fazem isso? Quem se importa com um velho sentado no Himalaia meditando. Quem se importa? Ele está quase morto – quem se importa? Essas apsaras do paraíso, elas podem encontrar pessoas melhores. De fato, tantas pessoas estão caçando apsaras, como é que eles podem encontrar tempo para caçar rishis, esses assim chamados santos? Não, isso não tem nada a ver com apsaras ou com o paraíso ou qualquer coisa assim. É somente que essas pessoas perderam ambos o café da manhã e o almoço. E no jantar a imaginação deles fica brincando tremendos jogos com eles. Isso é a imaginação deles. Imaginação faminta.

Faça uma coisa: apenas faça um jejum por três semanas, e então em toda parte você irá começar a ver comida... por toda parte! Mesmo que você veja uma lua cheia correndo pelos céus e você vai ver que ela parece um pão, um chapati, Isso é como irá acontecer. Você começará a projetar, sua imaginação estará brincando com você.

Se isso acontecer, então a compaixão nunca surge. Mova-se lentamente, alerta, observando, seja amoroso. Se você for sexual não digo para abandonar o sexo: digo para você praticá-lo mais alerta, faça isso mais devotadamente, torne-o mais profundo, para que ele possa tornar-se amor. Se você for amoroso, então o torne mais gratificante; traga profunda gratidão, alegria, celebração, devoção para isso, meditação para isso, para que isso possa tornar-se compaixão.

A menos que a compaixão aconteça a você, não pense que você viveu corretamente ou que você absolutamente viveu. Compaixão é o florescimento. E quando a compaixão acontece a uma pessoa, milhões são curadas. Quem quer que chegue perto dela é curada. Compaixão é terapêutica.

Osho, Extraído de: A Sudden Clash of Thunder

Relacionamentos x Transformações...


" É nos relacionamentos que nos transformamos"


Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente do rio e as pedras que estão em sua foz?
As pedras da nascente são toscas, pontiagudas e cheias de arestas.
A medida que elas vão sendo carregadas pelo rio, sofrendo a ação da água e se atritando com outras pedras, ao longo de muitos anos , vão sendo polidas e desbastadas.
Assim também agem nosso contatos humanos, sem eles a vida seria monótona e árida.  A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos bons ou ruins sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida evitando contatos francos é começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda e amorfa.
Quando olho para trás , vejo que carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes .
Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais integrada.
Outras, sem dúvida, com suas ações e palavras me criaram novas arestas que precisaram ser lapidadas.
Reveses momentâneos servem para o crescimento .  A isso chamamos de "experiência".
Numa análise mais profunda, penso que , começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheias de excessos...
Porém , os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência e ficando cada vez menores, menores e menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos , ínfimos dada a compreensão da existência e importância do outro e principalmente da grandeza de DEUS, é que finalmente nos tornamos GRANDES em valor.”