Expectativas
Uma grande dificuldade humana ainda, infelizmente, é a aceitação.
Nesse momento quero me focar na aceitação do outro.
Nesse momento quero me focar na aceitação do outro.
Aceitar o outro é de fato ver quem ele é. E para ver quem o outro é eu tenho que abrir mão das minhas expectativas, de quem Eu quero que o outro seja.
Por exemplo, isso é muito visto no âmbito familiar. Pais que, por diversos motivos, transformam seus filhos nos depositários de seus sonhos. Que desde a gravidez já são idealizados em quem serão. E a partir disso são moldados pelas crenças, medos, anseios e também frustrações de seus progenitores.
Claro, é necessário se considerar que isso, muitas vezes, é feito de forma até inconsciente, projetiva ou mesmo pela assimilação do que receberam. Contudo, se torna relevante ainda a dificuldade que temos de ver e aceitar que o outro é um ser único e exclusivo, e não necessariamente quem eu desejaria que fosse.
E eis que é ai que reside justamente a riqueza humana.
É por nossa especificidade que podemos agregar valor e crescer na troca, mas quando não entendemos isso ficamos a mercê de nós e de nossas interações sociais.
É por nossa especificidade que podemos agregar valor e crescer na troca, mas quando não entendemos isso ficamos a mercê de nós e de nossas interações sociais.
São relacionamentos, sejam familiares, conjugais, amizades que acabam por vezes tão permeados de projeções e do que eu quero do outro, que viram uma escuridão sem nenhum foco de luz.
E essa é a questão.
Nós somos quem somos, um processo de constituição, de trocas e influências diversas, mas que mesmo compartilhando o olhar de uma mesma cena, ganha um significado singular.
Nós somos quem somos, um processo de constituição, de trocas e influências diversas, mas que mesmo compartilhando o olhar de uma mesma cena, ganha um significado singular.
Não podemos e nem devemos ser reféns e nem opressores de relacionamentos assim. Pois por ora podemos sentir que não somos aceito, mas será que aceitamos o outro?
A única maneira é saber quem somos. Saber o que sou eu, para que sou. O que quero, o que me serve.
O que é meu, o que é do outro, o que é nosso!
O que é meu, o que é do outro, o que é nosso!
Somente a verdade do que somos pode nos libertar de não projetarmos a felicidade em outra pessoa, sufocando-a, machucando-a, reprimindo seu ser. Ou estar do outro lado desse processo.
Portanto, te digo, não espere a dor chegar. A dor de não aceitar o outro por não aceitar quem você é. A dor de exigir do outro aquilo que ele não pode e provavelmente nem deve lhe dar. A dor de atender demandas que não te realizam pelas projeções alheias.
Somente a verdade de quem somos pode nos levar a nossa realização. Somente a verdade de quem o outro é pode nos agregar valor, pode construir amor.
Se busque!
Existem vários caminhos para o auto-conhecimento. A que apresento é a psicoterapia.
Quando busco a verdade em mim, eu encontro a verdade do eu, eu encontro a verdade do outro, eu encontro a verdade da vida.
E somente a verdade cala. Somente a verdade retrata.
Existem vários caminhos para o auto-conhecimento. A que apresento é a psicoterapia.
Quando busco a verdade em mim, eu encontro a verdade do eu, eu encontro a verdade do outro, eu encontro a verdade da vida.
E somente a verdade cala. Somente a verdade retrata.
Psicóloga Leila S Carvalho - (citar as fontes é respeito, dissemine essa prática)
