sexta-feira, 30 de março de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
Terapia - Individual - Casal - Algumas considerações
Nós, diariamente, dormimos, alimentamo-nos, tomamos banho e, na maioria dos dias, trabalhamos. Todos estes comportamentos são (guardadas as proporções adequadas) saudáveis para nós. Por outro lado, há uma série de outras coisas que são importantíssimas para nosso equilíbrio físico e emocional e para as quais damos pouca ou nenhuma atenção, como exercícios físicos, encontrar amigos, sairmos para nos divertir e nos conhecermos.
Todas as atividades acima deveriam fazer parte de nossa rotina, pois elas contribuem para nosso bem-estar global. Eu poderia listar os benefícios que cada uma delas podem nos trazer, mas isto faria com que este artigo ficasse extenso e, por não se tratar de nosso objetivo principal, correria um risco desnecessário (do leitor abandonar a leitura antes do final). Então, vou me ater apenas à última delas, nos conhecermos.
A terapia é um recurso desenvolvido para nos auxiliar na compreensão e modificação (quando necessária) de nosso modus operandi. Ou seja, é um processo pelo qual aprendemos a identificar como se estabelecem e o que mantém nossos comportamentos, nossas relações (sejam no contexto pessoal, afetivo, profissional, social, etc.). Através deste autoconhecimento, estaremos mais preparados a modificá-los quando verificarmos que a maneira como estamos vivenciando-os está nos trazendo sofrimento ou que sendo eles modificados poderemos obter ganhos no que se refere a “benefícios emocionais”. Assim, podemos caracterizar a terapia como um recurso desenvolvido para nos auxiliar a manter nosso equilíbrio emocional.
Estes benefícios que a terapia pode proporcionar para o indivíduo podem se destinar ao seu bem-estar global, ou se direcionar a algum aspecto de sua vida. No primeiro caso, estamos falando da terapia individual, quando o cliente e seu analista/terapeuta trabalharão em diferentes frentes, tais como relacionamentos profissionais, familiares, pessoais, amorosos, etc., em busca de um equilíbrio emocional global, sendo esta altamente recomendável por mim, com praticamente nenhuma contraindicação.
No caso de um trabalho “mais focado”, elege-se qual aspecto será alvo do trabalho. Como o próprio termo “focado” sugere, não se trata de algo para o bem-estar global, mas sim específico. Neste caso, sua recomendação também deve ser mais específica.
Se retomarmos a questão inicial — que é: quando se justifica uma terapia de casal? —, diria que uma terapia de casal se justifica em casos em que há grande sofrimento para manter a relação por ambos, ou a comunicação entre o casal não ocorre, ou ainda há o desejo de um dos membros de reformular a relação e a dificuldade pela outra parte de aceitar a mudança, entre outras possibilidades. Resumindo, a princípio, a terapia de casal é recomendável em casos que pelo menos um integrante do casal apresente sofrimento em decorrência das experiências vividas naquela relação.
Porém, diferentemente da terapia individual, a qual acredito poder ser recorrida quase que sem restrições, não recomendaria a terapia de casal a todos os casos. Uma situação que eu a contraindicaria seria quando o problema que gera sofrimento a um dos membros do casal é o mesmo que ele vivencia em outros aspectos de sua vida e, ao mesmo tempo, o outro membro do casal não vê nenhum problema na relação. Por exemplo, uma das partes relata ter medo de ser abandonada pela outra, mesmo não se verificando indícios que isso está prestes a ocorrer – ao contrário, a outra parte reafirma que está satisfeita com a relação –; e, medo de perder o emprego, os amigos, etc. Neste caso, minha sugestão seria que este indivíduo buscasse se engajar em uma terapia individual, pois seria mais proveitoso para ele do que a terapia de casal.
Resumindo, a terapia de casal deve ser indicada mais em casos que há problemas específicos na relação afetiva e que dizem respeito aos membros do casal. Neste caso, difere da terapia individual, que, como defendi mais no início deste artigo, é altamente recomendada ainda que puramente como forma de autoconhecimento, independentemente da existência ou não de problemas imediatos.
Texto: por Nicodemos B. Borges
segunda-feira, 26 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
"A dor do Amor"... Sério? Tô fora!!!!
Várias canções. Diversos poemas. Inúmeras citações. Todas falando da "dor do amor"... E ai fiquei pensando... Será que é isso mesmo? Isso é amor?
Sei não viu...
Posso ser um peixinho nadando contra a maré, mas acho errado esse conceito em massa do amor... As pessoas sentem coisas e vão encaixando palavras sem nem ao menos saber o que significam... Talvez a humanidade não saiba amar mesmo... Com Cristo, por exemplo. Ele divulgou o amor em várias facetas, mas foi na morte, no erro, na dor que foi aclamado e que "viveu" eternamente. Me desculpe, mas enjoo só de pensar que possam idolatrar a dor, o erro, uma cruz, a morte... Ele deu a Vida, ninguém quis... E na morte, no sacrifício a humanidade o abraçou. É triste...
Não quero amor pela dor. Não quero aprender pelo grito, pelo tapa, pela coerção. Quero carinho, colo, aconchego, voz terna, abraço caridoso. Quero esse amor. Se isso ai que circula pelo mundo é amor, "tô fora". Sou "Uma" , não "mais uma"...
Bjs, Leila
Casa Arrumada
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.
Carlos Drummond de Andrade
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