quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Se é amor o que sentes, porque as coisas não dão certo???!


O medo é provavelmente a energia negativa mais poderosa que nós temos. Ele possui força para emaranhar mentes e até mesmo para estagnar a vida. Se escolhermos amar, estaremos usand
o a energia natural da vida. Se escolhermos o medo, estaremos operando em um estado antinatural. O amor é a energia que une todas as coisas. O medo separa.
Examine um período específico da sua vida em que você precisou fazer uma escolha muito importante (como casar-se, divorciar-se, mudar de casa, trocar de carreira ou ter filhos). Como foi feita a sua escolha? Ela se baseou NO QUE ESPERAVAM DE VOCÊ OU VOCÊ REALMENTE AMAVA O QUE DECIDIU FAZER? Em outras palavras: Suas escolhas foram determinadas pelo medo ou pelo amor? (James Van Praagh)


Complementando... Seja sincero com você mesmo, e busque a razão, o verdadeiro motivo de suas ações... Algumas pessoas, por exemplo, continuam numa relação doente e alegam que o fazem por amor... Será que é amor ou medo de ficar só? Enfrentar os temores de olhar para si, para seus erros e entender o porque algo não deu certo... Muitos preferem ter a "vitória" do não perder do que a felicidade do recomeçar... Cuidado com sua análise... Se buscares em algo doente, como a sociedade atual, seu padrão de certo ou errado, a sua tendência é moldar-se a grande infelicidade da massa... (Leila S Carvalho)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Afinal, você realmente sabe o que um psicólogo faz?

Falando sobre a Psicologia e a prática dos Psicólogos

Muita gente desconhece o que o Psicólogo de fato faz. Não é raro sua prática ser associada ao misticismo ou seu papel ser confundido com o de um amigo, que ouve e acolhe o sofrimento do outro sem se propor a realizar qualquer intervenção técnica sobre a situação. É comum, também, confundirem-no com o Médico Psiquiatra, profissional cujo trabalho é bastante diferente e, em muitos casos, complementar. Com frequência, observa-se também que muita gente acredita que o Psicólogo atende apenas gente maluca¹ e, por este motivo, não há porque procurá-lo a menos que seja maluco. Pretendemos, aqui, desconstruir estas ideias.

Hoje falaremos um pouco sobre o Psicólogo e sua atuação, desconstruindo alguns mitos e expondo algumas particularidades de sua prática. Para fins didáticos, o texto está organizado em forma de tópicos com perguntas comumente feitas sobre a profissão, e espera-se por meio delas, sanar dúvidas da população sobre o assunto. 

O que é um Psicólogo? 

O Psicólogo é um profissional graduado em Psicologia, curso com duração média de 5 anos, em que se estuda uma série de teorias sobre porque as pessoas se comportam da forma como se comportam e como é possível ajudá-las a superar suas dificuldades e/ou desenvolverem-se de algum modo. 

O um Psicólogo faz?

A resposta a esta pergunta pode variar de acordo com o campo e método de trabalho do profissional. Na Clínica, o Psicólogo busca ajudar o cliente a compreender as causas de seu sofrimento e encontrar formas de superá-lo. Ele não atende apenas portadores de transtornos psiquiátricos (depressão, esquizofrenia, pânico, entre outros), mas qualquer pessoa que esteja insatisfeita com algum aspecto de sua vida e queira melhorá-lo, como por exemplo, casamento, trabalho, educação dos filhos, entre outros. 

Como o Psicólogo trabalha? 

A resposta a esta pergunta também irá variar de acordo com o campo e método de trabalho do Psicólogo. O Campo de trabalho é o contexto no qual ele atua, contexto este, que pode ser clínico, organizacional, educacional, social/ comunitário, hospitalar/ saúde, esporte, jurídico, trânsito, entre outros. Cada um destes contextos² possui um conjunto de demandas (necessidades) específicas, que exigem do Psicólogo um conjunto de estratégias específicas para atendê-las. Estas estratégias também podem variar conforme seu método de trabalho. 

O Método de trabalho do Psicólogo é baseado em sua teoria de estudo, que pode ser Comportamental, Cognitivista, Psicanalítica, Sistêmica ou outra, dentre as tantas reconhecidas pelo Conselho de Psicologia. Cada uma delas possui uma forma particular de compreender e explicar o comportamento humano, e a partir dessas particularidades, variam também as formas de lidar com os problemas levados à clínica. 

Enquanto alguns psicólogos prezam por um método que estimula mais a escuta diante dos problemas relatados, outros trabalham fundamentados em abordagens que incentivam o diálogo constante e vínculo colaborativo entre terapeuta e cliente. Os Psicólogos Comportamentais, por exemplo, participam ativamente do processo terapêutico fazendo perguntas, comentários e propondo atividades que levem o cliente a compreender melhor seu problema e desenvolver estratégias para superá-lo. A intervenção é feita a partir de uma análise cuidadosa do que o levou a procurar ajuda e de sua vida de forma geral, e via de regra, busca promover a autonomia daquela pessoa, de forma que ela própria seja capaz, no futuro, de identificar fatores desencadeadores de problemas e eliminá-los, evitando recaídas.

Qual a diferença entre Psicólogo e Psiquiatra? 

A primeira e mais importante diferença encontra-se na formação destes profissionais. Para se denominar Psicólogo é necessário cursar Psicologia e obter registro no Conselho Federal da profissão. Para se denominar Psiquiatra, é necessário cursar Medicina e, posteriormente, residência em Psiquiatria em uma instituição reconhecida pelo órgão regulamentador da categoria. 

A formação do Psiquiatra, em Medicina, é voltada especialmente aos aspectos biológicos do adoecimento e geralmente sua intervenção é medicamentosa. Com base em seus estudos sobre o funcionamento do organismo, o Psiquiatra avalia cuidadosamente a constelação de sintomas apresentados por seu paciente e realiza um Diagnóstico baseado no DSM IV ou CID 10, que são manuais utilizados internacionalmente com o objetivo de nomear conjuntos específicos de sintomas que costumam aparecer juntos. Por exemplo, quando o paciente apresenta rebaixamento do humor, redução da energia e diminuição da atividade, redução na capacidade de experimentar prazer, diminuição na capacidade de concentração, problemas no sono e apetite, entre outros, diz-se que a descrição de suas dificuldades atende aos critérios de Transtorno de Humor com episódios depressivos. 

A partir deste diagnóstico o Psiquiatra prescreve um ou mais fármacos que, em tese, atuam diretamente sobre os fatores fisiológicos associados ao transtorno de seu paciente, estabilizando sua condição orgânica e, consequentemente, sua capacidade de interagir de forma saudável com o mundo. 

A formação do Psicólogo é voltada especialmente aos aspectos interacionais do adoecimento, e sua intervenção geralmente é Psicoeducativa. Enquanto o médico estuda o funcionamento do organismo, o Psicólogo estuda a forma com que este organismo interage com o ambiente e como um afeta o outro, não só no desenvolvimento dos transtornos psicológicos, mas da personalidade em geral. O Psicólogo identifica na história e condições atuais de vida de seu cliente, quais fatores contribuíram para seu adoecimento e quais fatores contribuem para que ele continue apresentando algum tipo de sofrimento psíquico. A partir disso, ajuda a pessoa a desenvolver estratégias para superar aquela dificuldade e prevenir novos problemas no futuro. 

Voltando ao exemplo da depressão, imagine que o cliente está com o humor tão rebaixado que sequer consegue pensar em possibilidade de melhora. O Psiquiatra prescreve um medicamento deve ter como efeito a melhora no estado do humor daquela pessoa, que a partir disso, tem um aumento em sua disposição para agir. O Psicólogo, por sua vez, deve criar condições para que ela compreenda o que a levou a desenvolver a depressão e resolver aqueles problemas, voltando a sentir prazer na vida e a fazer o que gosta. 

Como decidir se procuro um Psiquiatra ou um Psicólogo? 

A maioria dos transtornos psiquiátricos descritos no DSM IV ou no CID 10 é causada por uma complexa interação entre fatores orgânicos e relacionais. Nestes casos, tanto faz procurar primeiro o Psicólogo ou o Psiquiatra, porque via de regra, o tratamento será feito em conjunto pelos dois profissionais e um realizará o encaminhamento para o outro. Quando sua dificuldade não se trata, no entanto, de um transtorno psiquiátrico, basta procurar o Psicólogo. Exemplos de dificuldades que podem não estar diretamente relacionadas a transtornos psiquiátricos: problemas para conseguir emprego; problemas no namoro, casamento ou relações sociais de forma geral; dificuldades para expressar o que se pensa e/ou sente; dificuldades na educação dos filhos; entre outras. No entanto, apenas um profissional qualificado poderá dizer se realmente não existe nenhum transtorno psiquiátrico associado. A dificuldade para expressar o que se pensa ou sente, por exemplo, pode ser parte de um quadro de Fobia Social. 

Como escolher um Psicólogo? 

Esta é, certamente, a pergunta mais difícil a ser respondida. Muitas pessoas reclamam que passaram anos em terapia e ainda assim não resolveram seu problema. O interessante é que quando isso ocorre, a crítica é dirigida à Psicologia como um todo e não ao Psicólogo responsável pelo processo terapêutico frustrado. Talvez isto ocorra porque muitos Psicólogos realmente não conseguem conduzir um processo terapêutico efetivo, que de fato contribua para a melhora do cliente. Mas, ainda assim, insisto que a Psicologia como um todo não deve ser culpada; mas, ao contrário, os critérios para escolha do profissional devem ser melhor definidos. 

É verdade que alguns Psicólogos são pouco comprometidos resultados palpáveis, no sentido em que questionam se alguém que sequer conseguia sair de casa e agora leva uma vida social saudável e moderada realmente melhorou de sua fobia social. Profissionais com este perfil, em geral, preocupam-se mais com o que diz sua teoria de estudo do que com o que diz e/ou sente seu paciente. Mas, felizmente, nem todos são assim. Muitos Psicólogos buscam realmente ajudar seu cliente a encontrar uma solução real para aquilo que o faz sofrer e embasam suas intervenções em um corpo sólido de conhecimento científico. Seguem algumas dicas para ajudar a identificar estes profissionais: 

1 – Ao obter indicação de um Psicólogo, verifique se aquele profissional está cadastrado no Conselho Federal de Psicologia. Para obter esta informação peça o número do registro no CRP deste profissional e acesse o site do Conselho Regional de Psicologia de seu estado. Lá você encontrará um espaço para verificar. Caso não encontre, vale a pena ligar no Conselho e se informar. 

2 – Procure saber se o profissional que irá procurar busca se atualizar por meio de cursos de especialização, extensão, participação em congressos e/ou grupos de estudo e discussão; 

3 – Informe-se com amigos que já passaram por terapia o que eles acharam daquele profissional que os atendeu. Importante notar que não basta o Psicólogo ser “bonzinho”, mas é preciso saber se ele de fato contribuiu para a melhora de seu amigo; 

4 – Informe-se sobre o método de trabalho do psicólogo. Se ele adota uma postura ativa, colaborativa e aberta com seus clientes, é mais provável que ele te ajude de modo mais efetivo. 

5 – O fato de uma pessoa buscar terapia “hoje” não significa que ela não precisará buscar novamente em outro momento. Assim como no caso das doenças médicas, os problemas psicológicos podem reaparecer no futuro ou outros problemas podem surgir, fazendo-se necessário procurar terapia mais uma vez. 

6 – Informe-se com outros profissionais, como Médicos Psiquiatras e Neurologistas, outros Psicólogos, Pedagogos ou outros profissionais da saúde sobre quais Psicólogos eles recomendam.

(Esequias Neto - psicólogo)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A grama do jardim alheio é mais verde??


Um homem trabalhava de sol a sol, plantado batatas.
Em dado momento, cansado, suarento, limpou o suor da fronte com a manga da camisa e começou a lamentar consigo mesmo:

- Que vida dura essa! Batalhando aqui o dia todo, suportando o sol e a chuva, as variações do clima, para auferir parcas rendas.
E quando o produto tão trabalhosamente obtido chega à banca dos feiristas, as donas de casa compradoras escolhem exigentemente cada fruto, desprezando os menos atraentes, sem fazer idéia do trabalho que dá...

Nisso, distendeu a vista pelo asfalto distante e viu um ônibus deslizando suavemente.
Comentou com seus botões:
- Vida boa é a de motorista de ônibus; trabalha sentado, à sombra, viajando, vendo paisagens!...

Nesse exato instante, o motorista do ônibus conjecturava, tristemente:

- Que vida sacrificada!

Há quantos anos vivo de lá pra cá, de cá pra lá, sem parada, suportando a frivolidade de turistas e a chatice de passageiros problemáticos!
Passo a vida praticamente fora de casa, sem poder acompanhar o crescimento dos filhos e desfrutar o conforto doméstico.

Além de tudo, correndo risco de vida e de ser despedido quando ocorra qualquer acidente que estrague o carro... Olhou distraidamente pela janela do ônibus e viu um automóvel de passeio que o ultrapassava com facilidade.

- Vida boa é como a desse empresário que vai ali naquele automóvel - balbuciou.
- Despreocupado, dono de seu tempo, com dinheiro suficiente para ter o que deseja e ir onde quer!

Naquele momento, o homem de negócios ia em seu automóvel matutando, amargamente:
- Que vida estafante!
Trabalho 14 horas por dia, corro sem parar administrando interesses da empresa, da família, dos empregados e ainda sou tido como ambicioso, insensível!
Ninguém reconhece meus esforços, os filhos julgam que o dinheiro cai do céu para usarem e abusarem, a esposa não compreende as longas ausências do lar, as filiais exigindo viagens repetidas, as flutuações de mercado, as pressões do fisco, os juros altos dos financiamentos...

Olhou ao alto, através do pára-brisa, e viu um avião a jato singrando os céus, deixando um rastro de fumaça e ponderou:

- Vida boa é como a do piloto desse avião que ali vai; voando lá no silêncio das alturas, distante das agruras terrenas, desfrutando o status de uma profissão respeitável, sem ter que se preocupar com os problemas da empresa a que serve, atendido gentilmente em cada aeroporto...
Exatamente nessa hora, o piloto do jato, em sua cabina, divagava:

- Não agüento mais esta vida!
- Voando sempre de um lado para outro, em meio a esta parafernália de instrumentos, sujeito a horários e normas rígidas, tendo que confiar em mecânicos nem sempre atentos, sem liberdade para dispor do tempo desejável em cada cidade!

Dirigiu o olhar para baixo, meditativo, e viu um homenzinho lá embaixo preparando um terreno para plantar batatas e afirmou convicto:

- Vida boa é a daquele lavrador lá embaixo, exercendo o mais original e legítimo trabalho do homem: lavrar a terra e colher dela o alimento de que se nutre, sem complicar a vida!
No chão firme, seguindo o ritmo da natureza, sem se preocupar com estes mapas complicados de vôo complexos...

É... vida boa... é uma questão de perspectiva.

domingo, 8 de julho de 2012

Autobiografia em cinco capítulos


1) Ando pela rua.Há um buraco fundo na calçada. Eu caio. Estou perdido… sem esperança. Não é culpa minha. Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2) Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçadaMas finjo não vê-lo. Caio nele de novo. Não posso acreditar que estou no mesmo lugar. Mas não é culpa minha. Ainda assim leva um tempão para sair.

3) Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada. Vejo que ele ali está. Ainda assim caio… é um hábito. Meus olhos se abrem. Sei onde estou. É minha culpa. Saio imediatamente.

4) Ando pela mesma rua. Há um buraco fundo na calçada. Dou a volta.

5) Ando por outra rua.

(Portia Nelson)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Quem eu sou? Depende da maneira como você me olha...

Eu sou quem quer que você pense que eu sou, porque isso depende de você.
Se você olhar para mim num vazio total, eu serei de uma maneira.
Se olhar para mim com idéias na mente, essas idéias vão me colorir.
Se se aproximar de mim com preconceito, então serei de outra maneira.
Eu sou apenas um espelho. A sua face será refletida nele.
Assim, depende da maneira como me olha.
Eu desapareci completamente; portanto, não posso impor a você quem sou.
Nada tenho para impor.
Existe apenas um vácuo, um espelho.
Agora você tem completa liberdade.
Se quiser realmente saber quem sou, você precisa estar tão absolutamente vazio quanto eu.
Desse modo, dois espelhos estarão um diante do outro, e só o vazio será refletido.
Um vazio infinito será refletido: dois espelhos se olhando.
Mas se existir em você alguma idéia, então você verá sua própria idéia em mim.

AMANDO A SI MESMO

Sempre pensamos no amor em termos dos outros. O homem pensa em amar a mulher, a mulher pensa em amar o homem; a mãe pensa em amar o filho, o filho pensa em amar a mãe; os amigos pensam em amar um ao outro. Mas, a menos que você ame a si mesmo, é impossível amar uma outra pessoa.
Você pode amar uma outra pessoa somente quando tiver amor dentro de você. Você pode compartilhar algo somente quando o tem. Mas toda humanidade tem vivido sob a errônea ideologia e a tomamos como certa – como se já nos amássemos e, agora, toda a questão seja como amar o nosso próximo. Isso é impossível! Por isso existe tanto falatório sobre o amor, e o mundo permanece feio e cheio de ódio, guerras, violências e raiva.
Este é um grande insight a que se deve chegar: que você não se ama. É realmente muito difícil amar a si mesmo, porque nos ensinaram a nos condenar e não a nos amar. Ensinaram-nos que somos pecadores, que não temos valor. Por causa disso ficou difícil amar. Como se pode amar uma pessoa sem valor? Como se pode amar alguém que já está condenado?
Mas isso virá. Se você receber o insight de que você não se ama, não há com o que se preocupar. Uma janela se abriu, e você não ficará dentro do quarto por muito tempo – você saltará para fora. Uma vez conhecido o céu aberto, você não poderá ficar confinado a um mundo mofado. Você sairá dele.
(Osho)

terça-feira, 26 de junho de 2012

A vida pode ser como um pão com manteiga...


Conta a história que um casal tomava café da manhã no dia de suas bodas de prata.

A mulher passou a manteiga na casca do pão e o entregou para o marido, ficando com o miolo. Ela pensou: "Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido e, por 25 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida".
Para sua surpresa, o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse: "Muito obrigado por este presente, meu amor... Durante 25 anos, sempre desejei comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, jamais ousei pedir!"

Moral da história:

. Você precisa dizer claramente o que deseja, não espere que o outro adivinhe...

. Você pode pensar que está fazendo o melhor para o outro, mas o outro pode estar esperando outra coisa de você...

. Deixe-o falar, peça-o para falar e quando não entender, não traduza sozinho. Peça que ele se explique melhor.

. Esse texto pode ser aplicado não só para relacionamento entre casais, mas também para pais/filhos, amigos e mesmo no trabalho, enfim com todos, para todos.

PS: Tão simples como um pão com manteiga!





domingo, 24 de junho de 2012

As feridas não podem se fechar a menos que estejam abertas

Todo mundo tem medo da intimidade — se você tem consciência disso ou não, é outra coisa. Intimidade significa expor-se perante um estranho — e somos todos estranhos; ninguém conhece ninguém. Somos estranhos até para nós mesmos, porque não sabemos quem somos.

A intimidade aproxima você de um estranho. Você tem de baixar todas as suas defesas; só então a intimidade é possível.

E o medo é tanto que se você baixar todas as suas defesas, todas as suas máscaras, quem sabe o que o estranho fará com você? Todos escondemos mil e uma coisas, não só dos outros mas de nós mesmos, porque somos produtos de uma humanidade doente, com todos os tipos de repressões, inibições, tabus.

E o medo é tanto que com alguém que seja um estranho — e não importa que você tenha vivido com a pessoa por trinta, quarenta anos: a estranheza nunca deixa de existir — parece mais seguro manter algum tipo de defesa, uma certa distância, porque o outro pode levar vantagem sobre as suas fraquezas, sobre as suas fragilidades, sobre a sua vulnerabilidade.

Todo mundo tem medo da intimidade. O problema se complica ainda mais porque todo mundo quer intimidade. Todo mundo quer intimidade porque, do contrário, estaríamos sozinhos no universo — sem amigos, sem um amor, sem alguém em quem confiar, sem ninguém a quem você possa abrir todas as suas feridas.

E as feridas não podem se fechar a menos que estejam abertas. Quanto mais você as esconde, mais perigosas elas se tornam. Elas podem se tornar cancerosas.

Por um lado a intimidade é uma necessidade essencial, portanto todo mundo anseia por ela. Você quer que a outra pessoa seja íntima, de modo que a outra pessoa abaixe as defesas dela, torne-se vulnerável, abra todas as suas feridas, derrube todas as suas máscaras e falsas personalidades, fique nua como ela é.

E, por outro lado, todo mundo tem medo da intimidade — você quer ser íntimo da outra pessoa, mas não abaixa as suas defesas. Esse é um dos conflitos entre amigos, entre pessoas que se amam: ninguém quer abaixar as próprias defesas e ninguém quer se expor em total nudez e sinceridade, abrir-se — e ambos necessitam de intimidade.

A menos que se dispa de todas as suas repressões, inibições — que recebeu da sua religião, da sua cultura, da sua sociedade, dos seus pais, da sua educação —, você nunca será capaz de ser íntimo de alguém. E você terá de tomar a iniciativa.

Mas se você não tiver nenhuma repressão, nenhuma inibição, então também não terá feridas. Se viver uma vida simples, natural, não existirá medo da intimidade, mas a excepcional alegria de duas chamas aproximando-se ao ponto de quase se tornarem uma única chama. E o encontro será imensamente gratificante, satisfatório, realizador.

Mas, antes de tentar chegar à intimidade, você deve limpar completamente a sua casa.
Apenas um homem que pratica o auto-conhecimento pode permitir que a intimidade aconteça. Ele não tem nada a esconder. Tudo o que ele temia que alguém viesse a saber, ele próprio já deixou para trás. Em seu coração ele guarda apenas o silêncio e a compaixão.
(Osho)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ouvir X Escutar

Uma mãe levou seu filhinho ao psiquiatra e por mais de três horas ela lhe contou toda a história de seu filho. O psiquiatra estava ficando cansado, cheio, mas a mulher estava tão absorvida na sua fala que nem mesmo lhe deu oportunidade de impedi-la. Uma frase seguia a outra sem qualquer intervalo. Finalmente o psiquiatra teve que dizer,’Por favor, pare agora! Deixe-me perguntar algo ao seu filho!’
E ele perguntou ao filho, ‘Sua mãe está reclamando que você não ouve o que ela lhe diz. Você tem alguma dificuldade de audição?’
O filho disse, ‘Não. Eu não tenho dificuldade de audição – os meus ouvidos estão perfeitamente bem – mas no que se refere a escutar, você pode julgar por si mesmo. Você consegue escutar a minha mãe? Ouvir eu posso: eu tenho que ouvir. Eu estava observando-o – você estava incomodado.Não há como não ouvir, mas escutar – pelo menos eu sou livre para escutar ou não. Se eu escuto ou não, é uma questão minha. Se ela grita comigo, ouvir é natural, mas escutar é uma questão totalmente diferente.’
Você ouviu, mas você não escutou, e todo tipo de distorção se juntou ao redor. As pessoas seguem repetindo aquelas palavras sem qualquer idéia do que elas estão repetindo...
(Osho)



sábado, 9 de junho de 2012

NOSSOS PESOS

Você se sente, em alguns dias, como se carregasse o peso do mundo?

Sente-se excessivamente cansado, atormentado, assoberbado de tarefas?

Talvez seja interessante refletir um pouco a respeito do que o está deixando tão exausto, quase desencantado da vida.

Conta-se que um conferencista tomou de um copo, nele despejou água e o ergueu, mostrando para a plateia.

Então, lançou a pergunta: Quanto vocês acham que pesa este copo?

As respostas variaram entre vinte e quinhentos gramas.

Bom, completou o conferencista, o peso real do copo não importa.

O que importa é por quanto tempo eu o segurarei levantado. Se o segurar por um minuto, tudo bem. Se o segurar durante um dia inteiro, precisarei de uma ambulância para me socorrer.

O peso é o mesmo, mas quanto mais o seguro, mais pesado ele ficará.

Isso quer dizer que se carregamos nossos pesos o tempo todo, mais cedo ou mais tarde não seremos mais capazes de continuar.

A carga irá se tornando cada vez mais pesada.

É preciso largar o copo, descansar um pouco, antes de segurá-lo novamente.

Temos que deixar a carga de lado, periodicamente. Isso alivia e nos torna capazes de continuar.

Portanto, antes de você voltar para casa, deixe o peso do trabalho num canto. Não o carregue para o lar.

Você poderá retomá-lo, no dia seguinte.

Há sabedoria nas palavras do conferencista. Por isso mesmo, o Sábio de Nazaré, há mais de dois mil anos recomendou: A cada dia basta sua própria aflição.ou A cada dia basta o seu proprio cuidado.

Equivale a dizer que devemos saber nos empenhar em algo que precisa ser feito, que exija todo nosso esforço.

Mas que, depois de um tempo, precisamos relaxar, espairecer, trocar de tarefa.

A lei trabalhista estabelece o cômputo de horas ao trabalhador. Também o dia do repouso, das férias.

Na escola, temos horários de estudo, intercalados com intervalos.

Pensemos, portanto, e comecemos a agir com sabedoria. Enquanto no trabalho, todo empenho.

Vencidas as horas de esforço mental ou físico, envolvamo-nos em outra atividade prazerosa.

Busquemos o lar e vivamos, intensamente, com nossos familiares.

Observemos o filho no berço, o outro que ensaia as primeiras letras no papel. Preocupemo-nos em saber se tudo está bem. Conversemos.

Desanuviemos o cenho, agora é o momento da família.

E não esqueçamos de momentos para a oração, para a boa música, a leitura nobre, que nos refaça a intimidade, nos descanse a alma.

Vinculemo-nos a um trabalho voluntário. Cultivemos nosso jardim. Podemos as árvores. Colhamos flores.

Despertemos mais cedo e observemos o nascer do sol. Encantemo-nos com o cair da tarde.

Em suma: vivamos cada momento com todas as nossas energias. Cada momento, sem levar conosco cargas desnecessárias.
Lembremos Jesus: A cada dia basta sua própria aflição.

(Por Meire Michellin baseado no texto O copo d´água.)