quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Era digital ou "doental"???!



Estamos na era digital ou na era “doental”???... Em segundos acesso outra pessoa do outro lado do mundo... E nunca estivemos tão sozinhos... 

Não esqueço um texto que li de Arnaldo Jabor, que fala que nunca as pessoas foram “plásticamente” tão bonitas... tão vaidosas... e nunca estiveram tão solitárias como atualmente... 

Cada dia morre-se mais por depressão... E a morte, escolha... pode ser tanto a nível biológico quanto existencial... Não vejo mais pessoas vivendo... Vejo zumbis, robôs, artificialidade... O que é a depressão senão uma doença da alma, do seu ser que deixou de viver... 

E ai, quando “alguém” se atreve a sair desse contexto é banido... Vira o “chato”, “retrógrado”, “esquisito” por falar de valores morais...! ! Porque o “bacana” é aquele ou aquela que “pega” todos... que tem o maior número de amigos virtuais (mesmo que não tenha a mínima idéia de quem sejam e que provavelmente nunca terá!), que curte todas as baladas e toma todas até vomitar!!! Uau, falar do porre que tomou é visto como título honroso!!! Tão divertido né! 

Ler livro, que nada!!! Que chatice!!! O bacana é ligar o celular num funk que mal se entende o “português” porque na verdade já gerou uma própria língua, e ligar bem alto, incomodando a todos... Porque EU quero ouvir a minha música! 

São pessoas morando numa mesma casa mas não tendo a mínima idéia do que é compartilhar um lar... São pessoas que trabalham juntas fazendo questão e levantando bandeira de “certo” de que, por serem profissionais, não podem se relacionar ... fazer amigos num ambiente de trabalho... Aliás, acho isso bem curioso... Acho que alguns seres ditos “humanos” devem ter uma constituição a nível fisiológico diferente de outros... Porque o dito “bom profissional” é o cara que separa o seu "lado pessoal" do "profissional". Então ele deve conseguir tirar algumas pecinhas suas, tipo sentimentos, e colocar numa gaveta, ai no final do dia ele retira para ir embora... E se não lembrar... bem, coitado de quem o esperar em casa né... Ele tem que ser objetivo, está ali para cumprir uma tarefa. Por isso nem faz questão de dar bom dia, ou se der é porque diz a "boa educação da norma social" que devemos "trabalhar em grupo". Ai ele "saca" um bom dia geral... aquele que fala de uma vez só, indo numa linha reta, se dirigindo a todos, sem olhar na verdade pra ninguém... E pronto. O "social" foi feito!!


Ai me pergunto... É isso mesmo ou eu que sou a E.T??? O que as pessoas estão fazendo consigo? O que estão fazendo com os outros? O que estão fazendo??! Pra que você vive? Pra que você nasceu? Qual diferença você faz no mundo? A verdade é que ninguém está interessado nisso... Dá “trabalho” pensar... sentir... falar... amar... melhor fugir né... Melhor mentir... Não me envolver... Porque agir diferente se o outro não age? Porque ser diferente se o outro não é? 

Te digo: Porque eu não sou o outro!!! Porque eu me importo comigo, eu me importo com o outro. Eu não sou uma amiga de “balada” eu sou uma amiga “de vida”. Eu rio, abraço, mas choro e puxo a orelha se precisar. Eu vivo. Eu amo. E não dá para amar pela metade, porque eu sou não metade... eu sou inteira e não dá pra ficar na superficialidade.... 


Hoje li esta citação que vem de encontro a isso: Se você ama alguém, fale. Corações são partidos por palavras que nunca foram ditas. E ai lembrei de pessoas que tanto esperei por palavras... e que nunca vieram... Dói viu... Abrir-se ao outro e simplesmente nem saber o que você foi pra ele... Mas mesmo assim, não deixe de falar o que sente... não deixe de ser você... não deixe de buscar você... Acredito que somos um processo de feitura e a cada segundo vamos nos descobrindo mais... E mesmo que doa nos rasgarmos, é só quando somos o que somos, falamos o que sentimos, e agimos como realmente queremos é que vamos nos apropriando do maior bem do mundo: nós mesmos! E só isso pode vencer uma depressão, pode trazer laços, fazer vida... Então se você ame... fale... Fale ao outro... mas para que isso aconteça, não esqueça de falar para você mesmo!!! 

Com carinho, Leila!!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A atitude é sua! O espelho é seu...!


Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos.
Ele respondeu:
A Política, sem princípios;
o Prazer, sem compromisso;
a Riqueza, sem trabalho;
a Sabedoria, sem caráter;
os negócios, sem moral;
a Ciência, sem humanidade;
a Oração, sem caridade.

A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável,
que as pessoas são tristes, se estou triste,
que todos me querem, se eu os quero,
que todos são ruins, se eu os odeio,
que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
que há faces amargas, se eu sou amargo,
que o mundo esta feliz, se eu estou feliz,
que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
que as pessoas são gratas, se eu sou grato.

A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta.
A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim.
“Quem quer ser amado, ame”!!

domingo, 6 de novembro de 2011

Perguntas e Respostas



Há dois tipos de perguntas. Uma que precisa ser respondida e outra precisa ser vivida. Há perguntas práticas e perguntas existenciais. Perguntas práticas se contextualizam no horizonte da objetividade. Perguntas existenciais não provocam respostas imediatas. Viver é uma forma de respondê-las. É maravilhoso conviver com elas... 
O que torna uma pessoa especial é sua capacidade de viver intensamente por uma causa. São raras nos dias de hoje. Vive-se muito pela metade ultimamente. Pessoas que se empenham na realização de seus sonhos não se conformam com a uniformidade. Assumem o preço de serem diferentes e, geralmente, nadam contra a corrente. Isso requer coragem. 
Coragem de ser, não simplesmente de fazer. Ser é mais difícil do que fazer, afinal, é no ser que o fazer encontra o seu sustento. Faço a partir do que sou. Não, o contrário. 
Tenho encontrado muita gente perdida no muito fazer. Gente que perdeu totalmente o referencial existencial de suas vidas. Gente que se empenhou e investiu na vida só para um dia poder fazer alguma coisa. Estudou, lutou, aprofundou, com o desejo de um dia poder desempenhar uma função. 
É claro que o fazer também realiza, faz feliz, mas não podemos negar que há uma realidade que precede o mundo da prática. 
O significado que sou 
No silêncio do coração, há um lugar que não sabe fazer nada. É lá que nos descobrimos em nosso primeiro significado. É ele também o nosso lado mais sedutor. É ele que faz com que as pessoas se apaixonem por nós. É justamente por isso que ele tem que ser bem descoberto, de maneira que, quando façamos o que quer que seja, tudo o que fizermos tenha as marcas do que somos. É simples. Medicina muita gente faz, mas é no exercício da profissão que cada pessoa se mostra em sua intimidade mais profunda. Aí mora a diferença. Muitos Fazem a mesma faculdade, mas se encontram de maneira diferente com o conhecimento que recebem. Realizo tudo a partir de minha particularidade. Sou único, ainda que imitado por muitos. 
Eis a questão 
Essas coisas me fazem pensar na beleza e na responsabilidade que essa diferença nos traz. Ela nos coloca diante da vida como um acontecimento que merece ser sorvido com toda a intensidade do nosso coração. Agir é um desdobramento do meu ser. Eu sou, antes de fazer qualquer coisa. Há em mim uma realidade que me faz significar, mesmo que um dia eu fique totalmente incapacitado de realizar qualquer ação. Eu sou, mesmo na incapacidade dos movimentos e na impossibilidade dos gestos. 
Nem sempre podemos compreender tudo isso, por mais simples que seja. Vivemos na era da utilidade, onde tudo tem que estar conectado a uma função prática, onde o fazer prevalece sobre o ser. O que você faz na vida? Esta é a pergunta. 
O que você é na vida? Continua sendo a pergunta. Mas a primeira é mais fácil responder. Dizer o que se faz não dá tanto trabalho quanto dizer o que se é. O que se faz é simples de se dizer e as palavras nos ajudam, mas dizer o que se é, não é tão simples assim, e por vezes, as palavras nem sempre nos socorrem. 
Sou muito mais do que posso dizer sobre mim mesmo. Você também. Por isso não gostaria que nossa conversa terminasse com uma pergunta pragmática, dessas que se escutam em todas as esquinas que costumamos frequentar. 
Opto por uma pergunta que não espera por resposta imediata, tão pouco pelo desconcerto da fala. Só lhe peço que honestamente debruce-se sobre ela: Quem é você?
(Padre Fábio de Melo)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A BELEZA E A FEIÚRA

Conta uma antiga parábola:
O mundo foi criado e Deus, todos os dias, enviava novas coisas ao mundo. Um dia ele enviou a Beleza e a Feiúra ao mundo. Do paraíso à terra é uma longa jornada e, no momento que elas chegaram, era de manhãzinha e o sol estava nascendo. Elas desceram perto de um lago e ambas decidiram tomar um banho, porque seus corpos e roupas estavam muito empoeirados.
Sem conhecerem os caminhos do mundo - elas eram tão novas-, despiram-se completamente e pularam na água fria do lago. O sol estava se erguendo e as pessoas começaram a chegar. A Feiúra pregou uma peça: quando a Beleza nadava distante no lago, a Feiúra foi até a margem, vestiu as roupas da Beleza e fugiu. Quando a Beleza se deu conta que as pessoas estavam chegando e de que estava nua, ela olhou à volta... suas roupas se foram! A Feiúra se fora e a Beleza estava em pé, nua ao sol, e a multidão se aproximando. Não encontrando outra maneira, ela colocou as roupas da Feiúra e foi procurá-la, para que as roupas pudessem ser trocadas.
A história diz que ela ainda está procurando... mas a Feiúra é esperta e continua a escapar. A Feiúra ainda está com as roupas da Beleza, mascarada como Beleza, e a Beleza está andando nas roupas da Feiúra...

(fonte: Livro - Amor, liberdade e solitude - Osho)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Desmistificando o NARCISISMO!!

Você já deve ter ouvido a parábola do Narciso. Ele se apaixonou por si mesmo. Olhando uma lagoa silenciosa, ele se apaixonou pelo seu próprio reflexo. Agora, o grande equívoco: quando alguém ama a si mesma, diz-se ser um narcisista! Mas Narciso não amou a si! E ai é onde reside o grande mal da humanidade!! A compreensão... 
Perceba a diferença: a pessoa que se ama não ama seu reflexo, ela simplesmente ama a si mesma. Nenhum espelho é necessário; ela conhece a si mesma a partir de dentro. Você não sabe que você existe? Você precisa de uma prova que você existe? Você precisa de um espelho para provar que você existe? Se não houvesse espelho, você duvidaria da sua existência?
Narciso se apaixonou por seu próprio reflexo, não por si mesmo. Esse não é o verdadeiro amor-próprio. Ele se apaixonou pelo reflexo; o reflexo é o outro. Ele se tornou dois, se tornou dividido. Narciso foi cortado em dois. Ele estava numa espécie de esquizofrenia, ele se tornou dois, o amante e o ser amado. Ele se tornou seu próprio objeto de amor, e isso é o que acontece com muitas pessoas  que pensam estarem amando. O rosto do amado, seus olhos e suas palavras podem estar simplesmente funcionando como um lago em que você está vendo seu próprio reflexo. O que se chama comumente de amor é o narcisismo; o homem se torna a lagoa e reflete a mulher, e a mulher se torna a lagoa e reflete o homem. Já o amor real nada conhece do ego. O amor real começa primeiro como amor-próprio. No amor real não existe divisão. Os que se amam se fundem um no outro. No amor egocêntrico existe grande divisão, a divisão do que ama e aquele que é amado. No amor real não existe relacionamento, mas um compartilhamento. Ele não será um relacionamento objeto/sujeito, mas um fundir-se, um unir-se. Porém, isso requer abandonar sua armadura, e isso é doloroso. Precisa abandonar a guarda e a mente calculista pela qual foi educado. Você precisa mergulhar na incerteza, arriscar. Só que o outro pode machucá-lo; esse é o medo de ficar vulnerável. O outro pode rejeitá-lo; esse é o medo de amar. Mas só conhece a verdadeira beleza de um por do sol quem se pôs a postos na escuridão. Não vou dizer pense nisso... Chega, isso você já ouvi muito!!! Digo: VIVA ISSO! HOJE, AGORA!! NÃO PERCA MAIS NEM UM MINUTO, POIS ELE NÃO VOLTA!!

bjs

... Eu posso falar a respeito desse processo, não posso fazê-lo por você... Quer compartilhar?

Esse texto não cita a palavra psicólogo, mas entendo que consiste toda a essência do seu papel... É um texto para todos que buscam verdadeiramente a simplicidade do saber... E que a escolha de alguém assim na sua vida, que ajuda na sua caminhada, seja feita não pelas "razões técnicas", mas seja feita pela identificação, pelo vínculos de valores... Pois o coração sabe como ninguém o melhor pra si! Escute-o para se escutar... Espero que gostem!!! bjs

...A escuridão não existe. É criação sua. O sol está em todo lugar, a luz está em todo lugar, estamos em pleno meio-dia. Mas você continua apertando os seus olhos, mantendo-os fechados. Daí a escuridão. Agora, ninguém pode forçar os seus olhos a se abrirem.

....Existem algumas coisas que você tem que fazer por si mesmo. Esta é uma das coisas mais fundamentais da vida. Se não fosse assim, mesmo em sua liberdade, você seria um escravo. Se eu tirá-lo da sua escuridão, ou qualquer outra pessoa, aquela luz não será muito luminosa. Você estará aprisionado naquela luz, você não veio de livre e espontânea vontade, você não floresceu espontaneamente.
 

Existe uma bela história sobre um mestre Zen, Joshu: Um dia, Joshu caiu na neve e gritou 'Ajude-me! Ajude-me!' Um discípulo de Joshu aproximou-se e deitou ao seu lado.
Joshu riu, levantou-se e disse ao discípulo: 'Certo! Perfeitamente certo! Isso é o que eu estou fazendo com você também.' Joshu tinha caído na neve e gritado, 'Ajude-me! Ajude-me!' Mas não havia necessidade alguma. Se você caiu, você pode se levantar. A mesma energia que fez você cair, consegue fazer você se levantar.
 
...O discípulo é um discípulo de verdade. Ele entendeu Joshu perfeitamente bem. Ele sabe que ele criou uma situação, ele deitou-se conscientemente. Talvez o discípulo estivesse passando e Joshu caiu - criou uma situação - e gritou, 'Ajude-me! Ajude-me!' E o discípulo veio e deitou-se ao seu lado.
 
Ele não o ajudou, em absoluto. O que ele estava fazendo? Ele não estava tentando ajudá-lo, de modo algum. Ele estava simplesmente sendo compreensivo. Ele estava dizendo, 'O que pode ser feito? Ok, eu sou seu discípulo, eu vou deitar ao seu lado. O que mais eu posso fazer?'

Um mestre é compassivo com você, ele tem compaixão. O que mais ele pode fazer? Um mestre verdadeiro não pode segurar suas mãos, porque isso o manterá sempre dependente. Trazer você para fora à força, é o mesmo que mantê-lo ainda dentro. Na hora em que o mestre soltar suas mãos, você voltará para o seu velho mundo, para a sua velha mente. Aquilo ainda não estava encerrado, ainda estava agarrado dentro de você.
 
Um mestre verdadeiro ajuda sem ajudar. Tente entender: um mestre verdadeiro ajuda sem ajudar. A sua ajuda é muito indireta, ele nunca vem imediatamente ajudá-lo. Ele vem de maneira muito sutil. Ele se aproxima de você como uma brisa muito frágil, não como uma ventania selvagem. Ele se aproxima de você como uma aura, invisível. Ele o ajuda certamente, mas nunca força você. Ele o ajuda apenas até onde você está pronto para ir, nunca um passo a mais. Ele nunca empurra você violentamente, porque qualquer coisa feita violentamente será perdida, mais cedo ou mais tarde.

Aquilo que você não desenvolveu de livre e espontânea vontade, você perderá. Você não pode desfrutar aquilo que não cresceu em seu ser espontaneamente. Você desfruta o seu próprio crescimento. Eu posso até mesmo dar-lhe a verdade, e você irá jogá-la fora, porque você não irá reconhecê-la. Eu posso forçá-lo a acordar, mas você irá cair no sono no momento em que eu me for, e você vai me xingar e ficar com raiva de mim, pois você ainda estava curtindo os seus sonhos. Você estava curtinho sonhos doces e aí chegou um homem e o acordou.

...Relaxe. No momento em que você relaxar, os seus olhos começarão a se abrir, assim como um botão abre e se torna uma flor, assim como um punho que não mais se mantém cerrado começa a se abrir e se torna uma mão aberta.
Eu não estou aqui para forçar isto. Eu estou aqui para esclarecê-lo como isto acontece. Eu posso falar a respeito desse processo, eu não posso fazê-lo para você. Compreendido, ele acontece. Eu não lhe prometo coisa alguma. Eu só lhe prometo uma coisa: o que aconteceu comigo eu farei com que fique óbvio para você. Daí, cabe a você seguir. Buda disse: os budas só indicam o caminho, mas é você que tem que ir, cabe a você seguir o caminho".


OSHO - Zen: the Path of Paradox.